Como passar do AutoCAD para GeoSlope?

1 de agosto de 2013

Olá pessoal,

O post de hoje é uma dica de meu amigo Eng. Walter Carvalho que se trata de uma grande dúvida da humanidade: Como passar o desenho do AutoCAD para o GeoSlope? Pois é! O site do programa sugere que para isto você deve primeiro salvar (exportar) o arquivo CAD nos formatos .bmp .dxf .wmf ou .emf  (File -> Export, selecione a extensão desejada e salve em uma pasta qualquer).

Em seguida, ir ao GeoSlope, criar um novo arquivo, então no menu Sketch -> Pictures… -> Insert… (selecione a extensão em que tinha salvo o arquivo CAD), clicar no arquivo, depois ABRIR, clicar na tela branca para extrair a figura para aquele local, depois close na janela. Caso queira redimensionar ou mover, pode ir no botão Modify Object, porém, terá construir as linhas por cima do desenho.

UM MODO MAIS PRÁTICO 🙂

1) Escolha seu perfil no AutoCad.

AutoCAD

2) Use o comando Boundary  ( o atalho é só digitar bo na linha de comando )

Clique em pick point, depois clique dentro do objeto que será selecionado e dê enter

Agora salve o arquivo com a extensão  .dxf      Por Exemplo:  meuslope.dxf

*Uma dica é deixar o objeto na coordenada (0,0)

3) Abra o Geoslope, crie um novo arquivo:

File -> Import Regions

Selecione o layer, os ajustes necessários e confirme (figura abaixo):

04

Tchanrã!!!!

05

Você pode gostar destes Downloads:

Meu Tutorial BEEEEM DIDÁTICO/RESUMIDO (para dar uma mão nos trabalhos de Solos2 e Geotecnia da faculdade) em PDF:
Download Tutorial

Download Gratuito (versão estudante 2007):
Download GeoStudio 2007

Download Gratuito (versão estudante 2012):
Download GeoStudio 2012

Um guia de sobrevivência para os estudantes de engenharia

20 de maio de 2013

O texto abaixo é uma compilação da tradução/adaptação “Um guia de sobrevivência para os estudantes de engenharia” de Marcelo S. Rabello (DEMa/UFCG)  e do artigo original “How to survive engineering school” de Richard M. Felder. Achei interessante seu conteúdo e compartilho com quem possa interessar estas palavras de motivação. Vale a reflexão e caso tenha gostado, abaixo coloquei o link para download da versão completa em português e da original em Inglês.

“HOW TO SURVIVE ENGINEERING SCHOOL”
by Richard M. Felder
(North Carolina State University)
Tradução e adaptação: Marcelo S. Rabello (DEMa/UFCG)

lapis

Se você é estudante de engenharia, as frases a seguir vão lhe parecer familiares:

“ No próximo semestre vai ser diferente”.
“Nunca consigo chegar no horário certo”.
 “O professor enche o quadro com fórmulas e deduções e não consigo acompanhar!”.
“Os livros nunca vem com exemplos claros”.
“Estou viajando nesta aula”
“Na prova o professor nunca pede exatamente como mostrou em sala”.
“O final de semestre é tenso demais, vem tudo junto. Os professores deveriam facilitar um pouco…”
“Eu nunca vou usar está matéria em minha vida…”

Todas essas reclamações e comentários são comuns, nem sempre as coisas acontecem do jeito que gostaríamos: Aulas enigmáticas e com quantidades absurdas de trabalhos, provas impossíveis, média de 50%, são coisas comuns na vida acadêmica da engenharia. Eu tive muitas aulas assim quando estava no lugar onde você está agora e me queixava provavelmente do mesmo jeito. Infelizmente, estas reclamações podem até lhe fazer sentir um pouco melhor, mas NÃO IRÃO RESOLVER NADA, não vão fazer nada por suas notas. Este artigo visa propor algumas formas de melhorar os resultados acadêmicos.

Antes, é preciso ter consciência do problema real, que em sua vida inteira você recebeu a seguinte mensagem: “Meus professores sabem tudo para me transformar em um engenheiro. A função deles é transmitir todo o conteúdo nas aulas e a minha função é absorver e repetir o conteúdo nos trabalhos e provas. Se eu consigo fazer isso eu provei que aprendi… e isso é tudo o que eu preciso.”

ERRADO!!!

Esse pensamento pode até ter funcionado no colégio, mas não na universidade. Por quê? Porque a universidade tem a obrigação de lhe preparar para a vida profissional. No ambiente de trabalho não existem professores, aulas, provas ou exemplos resolvidos e os problemas não vêm cuidadosamente empacotados com as informações que você precisa para resolvê-los. Na verdade, muitas vezes, a parte mais difícil de um problema real é descobrir exatamente qual é o problema. Outro detalhe, você não terá um crédito parcial se problema não for totalmente resolvido – mesmo que você utilize as fórmulas corretas. Se você projeta 10 reatores e um deles explode, acredite, eles NÃO VÃO TE DAR NOTA 9,0 E TE PARABENIZAR!

Se você observar a realidade lá fora, notará que existem centenas ou milhares de engenheiros – a maioria nem tão inteligente quanto você – que estão se dando bem no mercado de trabalho. Decidindo o que precisa ser feito e resolvendo problemas. Se eles podem fazer isto, você também pode! Essas pessoas, curiosamente, tiveram as mesmas dificuldades que você teve na universidade e provavelmente nunca chegaram a entender completamente o conceito de entropia, por exemplo.

Como eles conseguem? Ora, eles sabem algumas poucas coisas que você ainda não aprendeu!
Logo no início da vida profissional eles aprenderam que não podem contar sempre com alguém para dizer tudo o que eles precisam saber para resolver os problemas. Eles aprenderam como encontrar sozinhos e o que eles precisam saber e que existe muita ajuda disponível se eles souberem onde buscá-la.
Eles aprenderam que na vida profissional não pode deixar os problemas para a “reposição”, como você sempre faz com suas provas! Esses engenheiros aprenderam a partir da necessidade. A partir da pressão por resultados.

O que gostaria de atingir com essa contribuição é ajudá-lo nesse bate-cabeça de início e até mesmo auxiliá-lo no restante da sua vida universitária. Dê uma chance a essas ideias. Você não terá nada (absolutamente nada!) a perder. E poderá ganhar muito na sua carreira.

1) DESCUBRA O QUE PODE TORNAR O CONTEÚDO DO CURSO MAIS CLARO

Preste atenção em si mesmo… Os alunos têm estilos de aprendizagem diferentes. Isto é, a maneira como cada um percebe e processa a informação varia muito. Isto gera um problema quando o seu estilo de aprender não combina com o estilo de ensino do professor. Os estudantes de engenharia reclamam muito desse problema. Veja exemplos:

• Para entender direito eu preciso de aplicações práticas, do mundo real. Mas tudo que eu vejo nas aulas é teoria, teoria, teoria – que não tem nada a ver com a realidade.
• Eu preciso exercitar com exemplos para entender as fórmulas e teorias matemáticas, mas o professor só mostra exemplos triviais ou não mostra exemplo nenhum.
• Eu preciso entender por que e como as coisas funcionam, mas nas aulas só tem fórmulas e teorias para decorar.
• Eu entendo melhor o que eu vejo – figuras, gráficos, esquemas – muito mais do que eu escuto ou leio, mas nas aulas só se tem textos e fórmulas.
• Eu só aprendo fazendo! Cadê as aulas práticas?

Identificar o seu problema nas aulas é a primeira etapa para solucioná-lo. Uma vez que você identifica o que está faltando, você poderá buscar procedimentos adicionais para suprir deficiências.

Peça ajuda ao seu professor, dentro e fora da sala de aula. Ao contrário das conversas de corredores, a maioria dos professores realmente se esforça para que os alunos aprendam. A propósito, uma reclamação comum dos professores é que os alunos quase nunca participam das aulas, a não ser quando têm certeza que um determinado assunto vai “cair” na prova!
Se você não entende um ponto, solicite complementação que poderá lhe auxiliar.
Baseado na seção anterior, você poderia perguntar ao professor:

“Você poderia dar um exemplo prático?”,
“Essa fórmula poderá ser utilizada em todas as situações?”, 
“Você poderia desenhar um esquema desse processo?”.

duvida

Mesmo que você tenha receio da pergunta ser idiota, faça-a de qualquer jeito. Muitos outros colegas seus também estarão confusos e darão graças a Deus por você ter tido a coragem de perguntar! Acabe com aquela ideia de “depois eu me viro”! Tire as suas dúvidas na hora, evitando acumular conteúdo sem entender. Isso só irá lhe prejudicar.

Cada professor tem sua forma de encarar essas questões. Logo você saberá qual o estilo do seu. Busque fontes alternativas caso você se deparar com professores hostis. Mesmo com os professores mais cooperativos, se você não se sentir muito à vontade para perguntar durante a aula, vá à sala do professor em outro horário. Lembre-se: a grande maioria dos professores apreciam os alunos que se interessam verdadeiramente pelo conteúdo. Se preferir, junte um grupo de colegas para tirar dúvidas.

Alerta: O professor não é bobo e percebe quando você vai tirar dúvida só para que ele lhe diga exatamente como fazer determinados exercícios. Adote a regra de nunca pedir ajuda para um problema a menos que tenha realmente se esforçado para resolvê-lo sozinho. Quando for perguntar, esteja preparado para mostrar em detalhes o que você tentou e o quanto conseguiu.

2) LEIA

Alguns livros que enfocam a teoria tentam explicar sua importância, descrevendo comportamentos da vida real e como resolvê-los. Os alunos geralmente ignoram essas partes do livro, buscando apenas por exemplos e dicas para resolver os exercícios da lista. Pode acontecer, entretanto, que as partes que você pula contêm justamente explicações que fazem a teoria e a prática mais claras para você.

E você, como se situa em relação ao parágrafo anterior? Você é o tipo que lê o conteúdo inteiro ou o que busca apenas o macete para resolver a questão?
Honestamente, você chega a consultar a literatura recomendada????
E olhe que hoje a situação está muito mais favorável: bibliotecas melhores, internet, artigos on-line, etc…

3) TRABALHE EM EQUIPE

Quando você estuda sozinho, você pode emperrar em alguma questão e acabar desistindo; quando você estuda em grupo, sempre existe alguém para encontrar outra visão e o trabalho continuar. O trabalho em grupo também lhe expõe a alternativas para resolver problemas e de forma mais eficaz. Além disso, o estudo em grupo faz como que os alunos ensinem uns aos outros – como qualquer professor poderá testemunhar, ensinar é a melhor maneira de aprender.

equipe

A riqueza de um trabalho de pesquisa em grupo é comprovada com dados reais. Os alunos que estudam em grupo têm melhores notas, retém o conhecimento, participam mais das aulas e são mais autoconfiantes do que os alunos que estudam individualmente (ou dos que não estudam de jeito nenhum!). No mercado de trabalho, a propósito, a habilidade de trabalhar em grupo é atualmente um dos aspectos mais requisitos do profissional. Praticamente todos os projetos de engenharia são elaborados e executados por times de trabalho.
Entretanto, simplesmente juntar os amigos para resolver listas de exercícios pode não resultar nos benefícios mencionados. Além do cuidado que todos devem ter em não dispersar com conversas paralelas e outros assuntos, segue algumas ideias para que o seu grupo tenha o máximo de rendimento nos estudos:
• Trabalhe em grupos de 3 ou 4. Quando você trabalha em pares, você não obtém uma variedade suficiente de abordagens e ideias e não se gera mecanismos para superação de conflitos. Em grupos acima de 5, a convergência de ideias fica dificultada e alguns membros podem se “escorar” nos outros. Aliás, esse é o grande problema do trabalho em grupo. Não se junte com colegas que só queiram colocar o nome no trabalho sem contribuir em nada.
• Visualize inicialmente a solução do problema sozinho. Frequentemente o mais difícil é definir como começar. Uma maneira eficaz do trabalho em grupo render bastante é cada aluno refletir sobre possíveis soluções antes e então, durante o trabalho em grupo, se definir as formas mais viáveis.
• Certifique-se de que todos entendem cada solução. Os alunos muitas vezes “vão na onda” sem entender muito a solução do problema. Para que o trabalho em grupo seja eficaz é preciso que cada membro seja capaz de explicar a solução em detalhe. Se todos podem fazer isso, a sessão em grupo atingiu os seus objetivos.

4) CONSULTE OS “ESPECIALISTAS”

Muitas vezes nem você nem os seus colegas de grupo conseguem encontrar soluções viáveis para um problema, mesmo após muitas horas de estudo, consultas e discussões. Quando os engenheiros se deparam com algo assim na sua atuação profissional, a empresa pode até contratar consultores (especialistas). Na universidade você também tem especialistas disponíveis para lhe ajudar – o segredo é encontrá-lo e saber abordá-los com sabedoria.
O seu professor é o seu consultor mais óbvio – e a forma de abordá-lo já foi dito aqui. Outros potenciais consultores são os monitores, outros professores, estudantes de mestrado e/ou de doutorado.
Se você tiver sorte em encontrar os seus consultores, por favor, NÃO ABUSE DA BOA VONTADE DELES solicitando ajuda para todo e qualquer problema. Eles têm as suas próprias atribuições e não terão disponibilidade sempre. Procure-os ocasionalmente e apenas quando tiver tentado TODAS as recomendações sugeridas aqui.

5) ACREDITE QUE VOCÊ TEM O QUE É PRECISO PARA SER UM BOM ENGENHEIRO.

Se estes conselhos são difíceis para você fazer agora, você pode estar passando por aquilo que os psicólogos chamam de “Síndrome do Impostor” (Definição Aqui), que seria como uma fita que fica dentro da cabeça das pessoas. Se você é um estudante de engenharia olhando em volta para seus colegas de classe, a fita passa algo como: “Essas pessoas são boas eles entendem tudo, realmente nasceram pra isto… mas eu não. Ao longo dos anos eu de alguma forma consegui enganar a todos, minha família, meus amigos, meus professores, todos eles pensam que eu sou inteligente o suficiente para estar aqui, mas só eu sei… e se me fizerem uma pergunta difícil em sala de aula, vai finalmente revelar-me quanto impostor que eu sou.”

O que você não sabe é que em todo mundo da classe passa esta fita e o estudante da primeira fila com conceito A está escutando ainda mais alto que qualquer pessoa. Além disto, normalmente o conteúdo desta fita está errado. Se você sobreviveu ao seu primeiro ano de Escola de Engenharia, você quase certamente tem o que é preciso para ser engenheiro. Lembre-se dos seus antecessores que tiveram as mesmas dúvidas que você tem agora e se deram bem. Você passará por isto como eles fizeram. Tente relaxar e aproveitar esta viagem.

Fontes:

Original:

http://www4.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/Columns/Surviving-School.html

Adaptação em Português:

http://dema.ufcg.edu.br/web/index.php?option=com_phocadownload&view=category&id=1&Itemid=17&lang=pt

TEDx UFMG

26 de abril de 2013

tedx

Neste dia 24 de Abril a Escola de Engenharia da UFMG recebeu em seu auditório um grande evento, o TEDxUFMG. Para quem não conhece, o TED é uma organização sem fins lucrativos que trabalha sob o conceito de “Ideias que valem a pena ser espalhadas” e sua sigla vem de Tecnologia, Entretenimento e Design. São eventos que acontecem em todo o mundo, transmitidos ao vivo pelo site do TED, mas se você perdeu não se preocupe, as palestras podem ser acessadas via internet (UFA!!!! o link está abaixo). Valeu muito a pena assistir de perto, fui contemplado com uma das 100 vagas disponíveis para plateia e posso afirmar que o evento é extremamente inspirador. Conforme o propósito do TEDxUFMG, precisamos sair da mesmice, precisamos de um mundo mais caótico, de uma desorganização para termos ideias diferentes, parar de pensar as mesmas coisas de sempre, trazer com isto novas possibilidades. Precisamos de ideias e conexões diferentes – de INSPIRAÇÕES.

O evento contou com 7 palestrantes, Alessandro Moreira, vice diretor da Escola de Engenharia UFMG, que falou dos desafios e planos que a Escola de Engenharia terá para tornar o ensino ainda mais otimizado, entre eles, destacou parcerias, eventos, feiras de mercado, etc. Cláudio Moura Castro, economista deu uma palestra divertidíssima fazendo um paralelo entre suas aventuras radicais e seu trabalho com pesquisa, seus cabelos brancos lhe deram as credenciais para ótimas experiências. Henrique Portugal, tecladista do Skank também deu o ar da graça no evento, contou um pouco da história da banda, fez uma analogia com o que ocorria no cenário tecnológico e também comentou suas experiências como empreendedor. Achei muito legal, no final ele até se emocionou ao falar da banda, da origem e de onde chegaram, por se tratar de um sonho impossível que deu certo. Eu devia ter levado meu CD do Skank para ser autografado (dei mole). Matheus Felipe Medeiros, fundador da EI&T, falou sobre seus projetos de educação e como ajuda mais de 100 mil pessoas a se prepararem para provas importantes, como ENEM, concursos, entre outros. Prosseguindo, Christyano Malta, especialista em coaching, falou sobre valores, carreira, liderança entre outras competências de um profissional que busca ser mais completo com auxílio do coaching. Gostei da palestra da Fernanda Cabral, que é co-fundadora do projeto Imagina na copa, que explicou um pouco de sua trajetória e suas ideias junto ao projeto que busca promover uma virada para o Brasil com atitudes positivas de jovens transformadores. Para concluir o evento, Jussier Ramalho, dono de banca de revista, que mesmo com suas limitações financeiras, planos arruinados pelos reveses da vida em várias oportunidades, lutou para mudar sua realidade e hoje é um dos palestrantes mais requisitados do Brasil, um dos 20 melhores vendedores do mundo pela Caliper Americana.
Cada palestra tem geralmente duração de 18 minutos e o objetivo é que elas possam inspirar as pessoas para botarem a mão na massa e fazerem a diferença, mudarem a realidade delas e de muitas outras pessoas.

Para finalizar, o rapaz abaixo não deu nenhuma palestra mas se inspirou muito nestas grandes mentes que lhe foram apresentadas.

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Só me resta parabenizar os organizadores pelo trabalho tão bem feito.

Minha frase para conectar com outras pessoas: “A sociedade só poderá compartilhar a cidadania de maneira efetiva, quando as pessoas romperem paradigmas errados. Ser solidário é ajudar o próximo para podermos crescer juntos”

Para assistir as palestras ou para mais informações:

http://www.tedxufmg.com.br/

http://www.ted.com/tedx

 

Canção da Engenharia

5 de abril de 2013

Canção da Engenharia
Letra: Aurélio de Lyra Tavares

Quer na paz, quer na guerra, a Engenharia
Fulgura, sobranceira, em nossa história
Arma sempre presente, apóia e guia
As outras Armas todas à vitória.

Nobre e indômita, heroica e secular
Audaz, na guerra, ao enfrentar a morte,
Na paz, luta e trabalha, sem cessar,
Pioneira brava de um Brasil mais forte.

O castelo lendário, da Arma azul-turquesa
Que a tropa ostenta, a desfilar, com galhardia
É um escudo de luta, é o brasão da grandeza
E da glória sem fim, com que forja a defesa
E é esteio, do Brasil, a Engenharia.

Face aos rios ou minas, que o inimigo
Mantém, sob seu fogo, abre o engenheiro
A frente para o ataque e, ante o perigo,
Muitas vezes, dos bravos é o primeiro.

Lança pontes e estradas, nunca falha,
E em lutas as suas glórias ressuscita,
Honrando, em todo o campo de batalha,
As tradições de Villagran Cabrita.

O castelo lendário, da Arma azul-turquesa
Que a tropa ostenta, a desfilar, com galhardia
É um escudo de luta, é o brasão da grandeza
E da glória sem fim, com que forja a defesa
E é esteio, do Brasil, a Engenharia.

Para download:

http://www.exercito.gov.br/web/midia-eletronica/cancao-da-engenharia

Manual de sobrevivência do engenheiro e arquiteto recém-formados

23 de novembro de 2012


Neste post, farei uma indicação de um livro que peguei na biblioteca e achei muito interessante, um bestseller que é recomendado aos amigos que estão iniciando na construção civil. O “Manual de sobrevivência do engenheiro e arquiteto recém-formados”, escrito pelo engenheiro civil Manoel Henrique Campos Botelho. Foi lançado pela editora PINI no início da década de 90, mas é um livro com conteúdo bom e muito inspirador. Como o próprio autor afirma, se trata de um livro com assuntos que não se fala por serem óbvios e que se aprende na vida, às vezes com muito sofrimento, custo e tempo. Ele cita diversos casos cotidianos, situações em que podemos nos deparar e comenta usando uma linguagem simples e divertida.
Dentre os assuntos do livros, o autor aborda sobre marketing na construção civil, mercados inexplorados, comunicação, responsabilidade civil de um engenheiro, estudo de viabilidade, matemática financeira, técnicas para se fazer proposta, técnicas para preparar relatórios, entre muitas outras dicas e curiosidades.

DETALHES:
Livro: Manual de Sobrevivência do Engenheiro e do Arquiteto recém-formado
Autor: Eng. Manoel Henrique Campos Botelho
Ano:1992
Editora: PINI

Dia Mundial Sem Carro

23 de setembro de 2012

O Dia Mundial sem carro é uma iniciativa que se dedica a fomentar alternativas de locomoção pela cidade baseando-se no conceito de focar nas pessoas e não nos carros.

Pense em uma cidade com menos carros, onde as pessoas se deslocam por meio de transportes públicos eficientes e seguros e assim gastam menos combustível, reduzem a poluição do ar e não enfrentam engarrafamentos. Um lugar onde pode-se escolher ir ao trabalho de bicicleta e pedalar por ruas arborizadas em ciclovias exclusivas e seguras. A mesma cidade onde é possível ver mais gente circulando à pé em ruas projetadas para os cidadãos e não somente para carros. Na esperança de fazer com que esta ideia não seja apenas uma utopia, é que se celebra no dia em 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro.

História

O Dia Mundial Sem Carro (CarFree Day) foi inserido a priori na França, em 22 de Setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional “Na Cidade, sem meu Carro”, reunindo 760 cidades. Em 2001, 1683 cidades participaram. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade. Chegou ao Brasil em 2001, quando 11 cidades brasileiras aderiram ao Dia Mundial Sem Carro: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO); Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA) e, desde então, vem crescendo o número de adesões de municípios.

Já é tradicional um dia mundial sem carro repleto de atividades nas cidades que o adotam, como passeios ciclísticos, caminhadas, gincanas para crianças e distribuição de panfletos.

Objetivos

A celebração mundial procura conscientizar a sociedade sobre os danos causados pelo excesso de carros nas grandes cidades e estimular um novo estilo de vida, mais sustentável. Em se tratando de problemas causados pelo carro, a lista não é pequena. Aquecimento global, isolamento urbano,  mortes em acidentes , problemas de saúde agravadas pela poluição do ar e sonora, além de consumo de combustíveis fósseis e não renováveis, gastos aos cofres públicos, trânsito caótico, queda da produtividade e redução da qualidade de vida.
Mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a ideia da campanha é marcar a luta por um transporte público eficiente, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, por melhor qualidade de vida para todos.

Como é realizado?

Dia 22 de Setembro é comemorado como o dia Mundial sem carro, onde é repensado e discutido se o carro é realmente o meio de transporte ideal para as nossas cidades, fato que cada dia se mostra mais claro, vide os engarramentos monumentais nas cidades e a falta de espaço para se estacionar.

Lugares do mundo onde é aplicado o conceito do movimento

Algumas comunidades decidiram abolir os automóveis e recriaram as cidades, moldando-as especialmente para as pessoas. O resultado pode ser visto na tranquilidade dos moradores, na qualidade do ar e na integração da comunidade.
Nessas cidades, os espaços públicos são pensados de forma a dar prioridades as pessoas e não aos carros, como ocorre geralmente nos grandes centros urbanos. O bem estar, a segurança e a qualidade de vida dos habitantes são os pontos fundamentais a serem ponderados no planejamento urbano público desses lugares.
Amsterdã (Países Baixos), Copenhague (Dinamarca), Ottawa (Canadá), Freiburg (Alemanha), Bogotá (Colômbia), Londres (Reino Unidos) e Quarry Village (Estados Unidos), são alguns exemplos de cidades que proibiram total ou parcialmente a utilização de carros em suas ruas, avenidas e centros históricos.

Público alvo

Este movimento espera conscientizar toda a população, em especial donos de carros, para deixarem seus veículos e buscarem formas alternativas de se locomoverem, seja a pé, de bicicleta ou se fazendo uso do próprio transporte público. A mudança deve partir de cada um, afirmam. “Hoje, sabemos que 30% das pessoas que trabalham com carro na cidade poderiam utilizar carona solidária pelo menos uma vez por semana, 1% poderiam utilizar bicicleta e 5% poderiam fazer caminhadas ou usar meios alternativos de transporte, desde que as condições para isso fossem favoráveis”

Como é divulgado e como se participa

O evento é divulgado através de folhetos distribuídos para a população, cartazes, via internet e além também de divulgações boca a boca.

Campanhas pelo mundo:

Formas de participar do movimento:

Exercitando a carona solidária

Oferecendo carona. Se os vizinhos vão se deslocar no mesmo sentido que você, combine esquemas com eles. As mães podem se revezar para levar as crianças ao colégio, e daí por diante.

Incentivando as empresa a adotar a carona empresarial

A empresa deve não só incentivar a carona solidária, como proporcionar condições para que este se desenvolva, por exemplo, criando um banco atualizado de dados com os endereços dos funcionários.

A empresa também pode criar um sistema de transporte coletivo que ligue estações de metrô e pontos de ônibus à sede, transportando seus funcionários com segurança e tirando alguns carros das ruas.

Evitando trânsito

Se você trabalha perto de casa, ou tem a possibilidade de se transferir para uma filial de sua empresa mais próxima de sua residência, vá a pé ou de bicicleta. Procure rotas alternativas, evitando as vias mais congestionadas e com maior concentração de poluentes emitidos pelos veículos.

Se você tem uma bicicleta…

Use-a em pequenos deslocamentos, como para ir de sua casa até a locadora, ao parque ou ao cinema. Com um cesto, você pode até mesmo ir à feira.

Descobrindo a cidade a pé

O ato de caminhar faz com que você viva de fato a sua cidade e descubra peculiaridades que não percebe quando está dirigindo ou dentro de um automóvel. Incluir trajetos a pé no seu dia a dia faz você mais saudável e diminui o estresse provocado pelo corre-corre.

Pedestres têm direitos. Um dos principais é o da preferência sobre veículos nas faixas de segurança, mesmo quando não há semáforo. Procure estimular motoristas a lembrar disso e, quando for dirigir, não esqueça de dar prioridade ao pedestre.

Fazendo uso do transporte coletivo

Procure usar ônibus, metrô e trens para fazer seus deslocamentos ou parte deles.

Centros comerciais também podem ajudar

Se você trabalha em um centro comercial, fale com o administrador para implantar um bicicletário no estacionamento. Sugira ainda que o centro comercial implante sistema de transporte para buscar funcionários e clientes próximos a estações do metrô

Universidades também podem ajudar

Se você é universitário, sugira implantação da carona solidária na universidade para reduzir o trânsito nas imediações. A instalação de bicicletários também é importante para incentivar o uso de bicicletas

Comentários e conclusões

Tendo em vista que o problema de transporte urbano é de natureza complexa e que mitos e paradigmas pairam sobre a mente de leigos e convencê-los disto é muito difícil, este movimento, assim como  outros, tem papel importante para amenizar o uso do automóvel, pois a atitude das pessoas conseguida por esta ação irá influencia diretamente na dinâmica das cidades.

Fontes:

ECODESENVOLVIMENTO – Informação para um mundo sustentável. Dia Mundial Sem Carro promove uma nova forma de mobilidade urbana.
Disponível em: http://www.ecodesenvolvimento.org.br

MOUNTAIN BIKE BH. DI mostra que automóvel não é a melhor opção
Disponível em: http://mountainbikebh.com.br

CELSO MONTEIRO. Como funciona o Dia Mundial Sem Carro
Disponível em: http://ambiente.hsw.uol.com.br/dia-mundial-sem-carro.htm

NOSSA SÃO PAULO. Como você pode melhorar o trânsito na cidade de são Paulo?
Disponível em: http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/8915

ISABEL ABREU BRAGA. Planeta Sustentável – Foi mesmo um dia sem carro?
Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/

World Car Free Day
Disponível em :http:// worldcarfreeday.org.br

Se gostou deste post, VEJA TAMBÉM:

Os Problemas do Transporte Urbano

Projeto Caronas

Visita ao Centro de Pesquisa e Treinamento em Saneamento UFMG/COPASA

6 de setembro de 2012

Com suas primeiras unidades de pesquisa implantadas a partir de 2002, a ETE Experimental UFMG/COPASA, como era denominada até 2006, passou por processo de ampliação em relação às áreas do saneamento atendidas e também agregou em treinamento de operadores, com isto tornou-se o Centro de Pesquisa e Treinamento em Saneamento (CePTS) que fica situado junto à Estação de Tratamento de Esgotos do Ribeirão Arrudas, em Belo Horizonte, diferencia-se por ser um dos mais importantes centros de pesquisa e treinamento da América Latina, possuindo diversas unidades de pesquisa que recebem o esgoto in natura do município e executam o tratamento em diferentes níveis e modalidades. As pesquisas geridas no CePTS estão sempre a procura por inovações, novas alternativas, configurações de unidades de tratamento de esgotos, recuperação dos subprodutos do tratamento, lodo e biogás, além da otimização de parâmetros de dimensionamento e de operação. Somado às atividades para fins de pesquisa, desenvolve-se atividades de ensino (aulas práticas e de demonstração) e de treinamento de operadores do setor de saneamento.

O CePTS é composto por Unidades experimentais de tratamento de esgoto, unidades de apoio e controle, mini-redes de abastecimento de água, coleta e transporte de esgoto e drenagem de águas pluviais.

Dentre os processos e unidades apresentados na visita técnica, vou me ater naquele que me chamou mais atenção, que se trata do tratamento anaeróbio via Reator UASB, na qual o esgoto é distribuído no fundo do reator, saindo por um decantador na parte superior da unidade. Este trajeto do esgoto que ocorre em fluxo ascendente, por meio do leito e da biomassa, estabiliza a matéria orgânica e forma novas células e biogás. Há um separador trifásico (sólidos, líquidos e gases), na parte de cima do reator, que garante a liberação do gás contido na mistura líquida, dando condições para sedimentação do lodo no compartimento de digestão. O Biogás, por sua vez, passa por selo hídrico e por um medidor de vazão antes de ser enviado para tratamento e armazenamento. O lodo excedente, já estabilizado é enviado para desidratação em leito de secagem, como podemos ver na figura abaixo:

A engenheira explica que quando o lodo reator WASB atinge uma determinada concentração, ou certa altura, é retirado dele e é jogado no leito de secagem. Não é preciso tratar anaerobicamente como na ETE Arrudas, pois este, já é um tratamento anaeróbio, portanto a biomassa já sai estabilizada, o lodo já sai degradado, logo pode apenas secar e encaminhar para o aterro. Na ETE Arrudas, entretanto, por ser um tratamento aeróbio, a biomassa cresce muito, não há como ela “morrer” e se degradar, sendo necessário o tratamento do lodo anaerobicamente.
O tamanho e a configuração do leito de secagem dependerão do clima da região, onde será construído e da vazão de lodo esperada retida do reator, que varia com a concentração de esgoto recebida. O sistema Anaeróbio gera menos lodo que o Aeróbio

Muitas pessoas erroneamente tem ideia de que o lodo sai sólido do reator, mas como pode ser visto na figura acima, ele é líquido e por isto que é necessário o leito de secagem para desidratar o lodo e em seguida ser aterrado.
Além do processo descrito acima, a visita abordou outros procedimentos e outras unidades, como por exemplo Filtro biológico percolador, lagoas de polimento e filtro grosseiro de pedra, Sistema de tratamento e armazenamento de biogás, entre outros, como pode ser observado nas fotos ao final.

Em relação à visita no CePTS, avalio que foi de fundamental importância, a julgar o caráter didático inserido, no qual auxilia o aluno discernir melhor sua base teórica, através da visualização das unidades, do processo de funcionamento das soluções apresentadas “in loco”, etc. Além disto, é um caminho para fomentar interesse de pessoas pela área de saneamento, expondo os avanços e os desafios do mercado atual, abrindo a mente para outras áreas que talvez não se havia pensado em atuar.

 

 

 

 

 

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Estação de Tratamento de Água do Sistema Rio Manso (COPASA)

Quando o Engenheiro não está na obra

18 de abril de 2012

Na contramão dos posts antecedentes que falavam da busca pela segurança, valor do conhecimento, enfim, vou apresentar  alguns vídeos que mostram alguns funcionários ignorando o bom senso e fazendo do canteiro de obras um verdadeiro Playground.

No primeiro, os funcionários usaram toda imaginação para criarem a “BETONEIRA KAMIKAZE”, de simples execução mas de grande perigo. Ela consiste de uma betoneira simples mas com um pedaço de madeira acoplado acima, servindo de assento para os 3 usuários. O resultado pode ser acompanhado abaixo:

Neste próximo vídeo,  o cenário é de uma verdadeira guerra, onde os indivíduos simulam um “tiroteio” com a “SUPER METRANCA” composta de seus marteletes e considerável imaginação.

Para quem não imaginava até onde chegaria a capacidade das pessoas, veja este “brinquedo”. O operador da máquina vai girando até a pessoa levar um caldo e quase sofrer um acidente grave.

Para fechar a sequência,  o operador da Bobcat não se intimida em mostrar com orgulho sua habilidade em andar com o equipamento sobre apenas 2 rodas, mas com certeza isto não pode acabar em boa coisa…

Tenho a impressão que alguém já pode refazer o currículo e procurar novo emprego!

Conhecimento e seu valor

9 de janeiro de 2012

Quantas vezes nesta vida nos questionamos sobre o preço de certos serviços e se eles realmente foram justos? Devo confessar que já passei por isto, geralmente após uma consulta relâmpago em um médico ou uma manutenção em um mecânico de automóveis, enfim! Pensando nisto e por se tratar de um comportamento muito comum entre as pessoas, gostaria de compartilhar, um texto que achei interessante e que serve para fazer uma boa reflexão.


Certa vez um caldeireiro foi contratado para reparar um sistema de caldeiras de um navio a vapor que parecia estar danificado.
Depois de escutar a descrição feita por um engenheiro dos problemas de funcionamento e de ter feito algumas perguntas, seguiu à sala de máquinas, olhou para o labirinto de tubos retorcidos, escutou o ruído surdo das caldeiras e o silvo do vapor que escapava durante alguns instantes; com as mãos apalpou alguns dos tubos. Depois, cantarolando suavemente só para si, procurou em seu avental alguma coisa e tirou de lá um pequeno martelo, então bateu apenas uma vez numa válvula vermelha brilhante. Imediatamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição e o caldeireiro voltou para casa.
Quando o dono do navio recebeu uma conta de $1000, queixou-se de que o caldeireiro só havia ficado na sala de máquinas durante quinze minutos e pediu uma conta pormenorizada do trabalho realizado.
Eis o que o caldeireiro lhe enviou:

Total da conta: $1.000,00 discriminados da seguinte forma:
Conserto com o martelo: $ 0,50
Saber onde martelar …..: $ 999,50

Conhecimento é tudo!

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O poder do 5S

23 de novembro de 2011

O 5S é uma metodologia desenvolvida no Japão na década de 50, considerada o ponto de partida e um requisito básico para se pensar em controle da qualidade, uma vez que proporciona inúmeros benefícios.

Ele foi desenvolvido com o objetivo de gerar um aumento de produtividade, através de um ambiente de trabalho mais agradável e adequado às atividades ali realizadas. Trata-se de 5 palavras em japonês (Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke) que no português foram traduzidos como sensos de utilização, ordenação, limpeza, saúde e autodisciplina.

Podemos dizer que o Escritor irlandês George B. Shaw, não teve nada a ver com a criação do 5S, mas através de uma frase captou com exatidão a essência do programa: “É impossível haver progresso sem mudança e quem não consegue mudar a si mesmo, não muda coisa alguma”.

Esta frase reforça a ideia de que o programa tem forte base comportamental, ou seja, pouco adianta ter conhecimento de técnicas sofisticadas sem que haja uma mobilização de pessoal e disciplina para poder aplicá-las.

Há quem diga que esse tempo dedicado a aplicação do 5S é perdido e poderia estar produzindo. Mas esse é um raciocínio imediatista, pois sua produção  após o 5S será bem maior, consumindo muito menos tempo.    O Programa 5S é a premissa para alcançar a qualidade.

Hoje já se consegue descobrir empresas prestando consultoria em metodologia 8S e já tem também o 9S, que na verdade são um conjunto de conceitos quem vem pra complementar e orientar as pessoas para aplicarem 5S em qualquer lugar.

A origem do 5S é um pouco nebulosa, contam as más línguas que o 5S começou de fato em um movimento das donas de casa no Japão, no sentido de se conseguir mais união nos lares, através de tarefas compartilhadas entre esposas, filhos, marido…  e isto foi batizado como House keeping.

Outra vertente da origem, é atribuída ao Engenheiro Kaoru Ishikawa (aquele mesmo do diagrama de Ishikawa, ou diagrama de causa e efeito ou também Diagrama espinha de peixe) que aliás tudo que foi feito no Japão com relação a melhorias na produção, gestão da qualidade, é associado ao Eng. Ishikawa. É bem possível que se inventarem um método hoje no Japão, alguém  ainda arruma um jeito de associar a autoria a ele (mesmo falecido no final década de 80). O mais interessante é que não há em seus livros uma citação do 5S.

Como citado anteriormente, o 5S surgiu por volta de 1950, logo após a 2ª Guerra Mundial, com a necessidade de combater a sujeira das fábricas e a desorganização estrutural sofrida pelo Japão. Bom, independente de quem criou isso ou aquilo, a verdade é que em um contexto histórico o Japão passou por grandes dificuldades,  passou pela guerra, foi destruído, estava sem recursos e com  sua população em pânico e precisava ser reerguer… e de que forma ele deveria fazer isto?

Da forma mais rápida possível.. claro! e foi mesmo com suporte de uma grande filosofia que tiveram o diferencial para isto. O Japão é conhecido mundialmente por sua disciplina e esta foi a base para eles conseguirem se dar bem.

Abaixo coloquei uma apresentação que montei para um trabalho acadêmico, onde consegue se fazer uma síntese deste programa explicando cada S e apontando os grandes benefícios.
View more presentations from Filipe Fuscaldi
REFERÊNCIAS:
Apresentação em PDF bem legal:
Housekeeping
Site que referencia a origem do 5S
Origem do 5S
Blog que analisa aplicações do 5S
Aplicando o 5S
Site com informações relevantes sobre 5S
O que é o 5S?
Apostila sobre o Programa 5S
Apostila 5S

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