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Um guia de sobrevivência para os estudantes de engenharia

20 de maio de 2013

O texto abaixo é uma compilação da tradução/adaptação “Um guia de sobrevivência para os estudantes de engenharia” de Marcelo S. Rabello (DEMa/UFCG)  e do artigo original “How to survive engineering school” de Richard M. Felder. Achei interessante seu conteúdo e compartilho com quem possa interessar estas palavras de motivação. Vale a reflexão e caso tenha gostado, abaixo coloquei o link para download da versão completa em português e da original em Inglês.

“HOW TO SURVIVE ENGINEERING SCHOOL”
by Richard M. Felder
(North Carolina State University)
Tradução e adaptação: Marcelo S. Rabello (DEMa/UFCG)

lapis

Se você é estudante de engenharia, as frases a seguir vão lhe parecer familiares:

“ No próximo semestre vai ser diferente”.
“Nunca consigo chegar no horário certo”.
 “O professor enche o quadro com fórmulas e deduções e não consigo acompanhar!”.
“Os livros nunca vem com exemplos claros”.
“Estou viajando nesta aula”
“Na prova o professor nunca pede exatamente como mostrou em sala”.
“O final de semestre é tenso demais, vem tudo junto. Os professores deveriam facilitar um pouco…”
“Eu nunca vou usar está matéria em minha vida…”

Todas essas reclamações e comentários são comuns, nem sempre as coisas acontecem do jeito que gostaríamos: Aulas enigmáticas e com quantidades absurdas de trabalhos, provas impossíveis, média de 50%, são coisas comuns na vida acadêmica da engenharia. Eu tive muitas aulas assim quando estava no lugar onde você está agora e me queixava provavelmente do mesmo jeito. Infelizmente, estas reclamações podem até lhe fazer sentir um pouco melhor, mas NÃO IRÃO RESOLVER NADA, não vão fazer nada por suas notas. Este artigo visa propor algumas formas de melhorar os resultados acadêmicos.

Antes, é preciso ter consciência do problema real, que em sua vida inteira você recebeu a seguinte mensagem: “Meus professores sabem tudo para me transformar em um engenheiro. A função deles é transmitir todo o conteúdo nas aulas e a minha função é absorver e repetir o conteúdo nos trabalhos e provas. Se eu consigo fazer isso eu provei que aprendi… e isso é tudo o que eu preciso.”

ERRADO!!!

Esse pensamento pode até ter funcionado no colégio, mas não na universidade. Por quê? Porque a universidade tem a obrigação de lhe preparar para a vida profissional. No ambiente de trabalho não existem professores, aulas, provas ou exemplos resolvidos e os problemas não vêm cuidadosamente empacotados com as informações que você precisa para resolvê-los. Na verdade, muitas vezes, a parte mais difícil de um problema real é descobrir exatamente qual é o problema. Outro detalhe, você não terá um crédito parcial se problema não for totalmente resolvido – mesmo que você utilize as fórmulas corretas. Se você projeta 10 reatores e um deles explode, acredite, eles NÃO VÃO TE DAR NOTA 9,0 E TE PARABENIZAR!

Se você observar a realidade lá fora, notará que existem centenas ou milhares de engenheiros – a maioria nem tão inteligente quanto você – que estão se dando bem no mercado de trabalho. Decidindo o que precisa ser feito e resolvendo problemas. Se eles podem fazer isto, você também pode! Essas pessoas, curiosamente, tiveram as mesmas dificuldades que você teve na universidade e provavelmente nunca chegaram a entender completamente o conceito de entropia, por exemplo.

Como eles conseguem? Ora, eles sabem algumas poucas coisas que você ainda não aprendeu!
Logo no início da vida profissional eles aprenderam que não podem contar sempre com alguém para dizer tudo o que eles precisam saber para resolver os problemas. Eles aprenderam como encontrar sozinhos e o que eles precisam saber e que existe muita ajuda disponível se eles souberem onde buscá-la.
Eles aprenderam que na vida profissional não pode deixar os problemas para a “reposição”, como você sempre faz com suas provas! Esses engenheiros aprenderam a partir da necessidade. A partir da pressão por resultados.

O que gostaria de atingir com essa contribuição é ajudá-lo nesse bate-cabeça de início e até mesmo auxiliá-lo no restante da sua vida universitária. Dê uma chance a essas ideias. Você não terá nada (absolutamente nada!) a perder. E poderá ganhar muito na sua carreira.

1) DESCUBRA O QUE PODE TORNAR O CONTEÚDO DO CURSO MAIS CLARO

Preste atenção em si mesmo… Os alunos têm estilos de aprendizagem diferentes. Isto é, a maneira como cada um percebe e processa a informação varia muito. Isto gera um problema quando o seu estilo de aprender não combina com o estilo de ensino do professor. Os estudantes de engenharia reclamam muito desse problema. Veja exemplos:

• Para entender direito eu preciso de aplicações práticas, do mundo real. Mas tudo que eu vejo nas aulas é teoria, teoria, teoria – que não tem nada a ver com a realidade.
• Eu preciso exercitar com exemplos para entender as fórmulas e teorias matemáticas, mas o professor só mostra exemplos triviais ou não mostra exemplo nenhum.
• Eu preciso entender por que e como as coisas funcionam, mas nas aulas só tem fórmulas e teorias para decorar.
• Eu entendo melhor o que eu vejo – figuras, gráficos, esquemas – muito mais do que eu escuto ou leio, mas nas aulas só se tem textos e fórmulas.
• Eu só aprendo fazendo! Cadê as aulas práticas?

Identificar o seu problema nas aulas é a primeira etapa para solucioná-lo. Uma vez que você identifica o que está faltando, você poderá buscar procedimentos adicionais para suprir deficiências.

Peça ajuda ao seu professor, dentro e fora da sala de aula. Ao contrário das conversas de corredores, a maioria dos professores realmente se esforça para que os alunos aprendam. A propósito, uma reclamação comum dos professores é que os alunos quase nunca participam das aulas, a não ser quando têm certeza que um determinado assunto vai “cair” na prova!
Se você não entende um ponto, solicite complementação que poderá lhe auxiliar.
Baseado na seção anterior, você poderia perguntar ao professor:

“Você poderia dar um exemplo prático?”,
“Essa fórmula poderá ser utilizada em todas as situações?”, 
“Você poderia desenhar um esquema desse processo?”.

duvida

Mesmo que você tenha receio da pergunta ser idiota, faça-a de qualquer jeito. Muitos outros colegas seus também estarão confusos e darão graças a Deus por você ter tido a coragem de perguntar! Acabe com aquela ideia de “depois eu me viro”! Tire as suas dúvidas na hora, evitando acumular conteúdo sem entender. Isso só irá lhe prejudicar.

Cada professor tem sua forma de encarar essas questões. Logo você saberá qual o estilo do seu. Busque fontes alternativas caso você se deparar com professores hostis. Mesmo com os professores mais cooperativos, se você não se sentir muito à vontade para perguntar durante a aula, vá à sala do professor em outro horário. Lembre-se: a grande maioria dos professores apreciam os alunos que se interessam verdadeiramente pelo conteúdo. Se preferir, junte um grupo de colegas para tirar dúvidas.

Alerta: O professor não é bobo e percebe quando você vai tirar dúvida só para que ele lhe diga exatamente como fazer determinados exercícios. Adote a regra de nunca pedir ajuda para um problema a menos que tenha realmente se esforçado para resolvê-lo sozinho. Quando for perguntar, esteja preparado para mostrar em detalhes o que você tentou e o quanto conseguiu.

2) LEIA

Alguns livros que enfocam a teoria tentam explicar sua importância, descrevendo comportamentos da vida real e como resolvê-los. Os alunos geralmente ignoram essas partes do livro, buscando apenas por exemplos e dicas para resolver os exercícios da lista. Pode acontecer, entretanto, que as partes que você pula contêm justamente explicações que fazem a teoria e a prática mais claras para você.

E você, como se situa em relação ao parágrafo anterior? Você é o tipo que lê o conteúdo inteiro ou o que busca apenas o macete para resolver a questão?
Honestamente, você chega a consultar a literatura recomendada????
E olhe que hoje a situação está muito mais favorável: bibliotecas melhores, internet, artigos on-line, etc…

3) TRABALHE EM EQUIPE

Quando você estuda sozinho, você pode emperrar em alguma questão e acabar desistindo; quando você estuda em grupo, sempre existe alguém para encontrar outra visão e o trabalho continuar. O trabalho em grupo também lhe expõe a alternativas para resolver problemas e de forma mais eficaz. Além disso, o estudo em grupo faz como que os alunos ensinem uns aos outros – como qualquer professor poderá testemunhar, ensinar é a melhor maneira de aprender.

equipe

A riqueza de um trabalho de pesquisa em grupo é comprovada com dados reais. Os alunos que estudam em grupo têm melhores notas, retém o conhecimento, participam mais das aulas e são mais autoconfiantes do que os alunos que estudam individualmente (ou dos que não estudam de jeito nenhum!). No mercado de trabalho, a propósito, a habilidade de trabalhar em grupo é atualmente um dos aspectos mais requisitos do profissional. Praticamente todos os projetos de engenharia são elaborados e executados por times de trabalho.
Entretanto, simplesmente juntar os amigos para resolver listas de exercícios pode não resultar nos benefícios mencionados. Além do cuidado que todos devem ter em não dispersar com conversas paralelas e outros assuntos, segue algumas ideias para que o seu grupo tenha o máximo de rendimento nos estudos:
• Trabalhe em grupos de 3 ou 4. Quando você trabalha em pares, você não obtém uma variedade suficiente de abordagens e ideias e não se gera mecanismos para superação de conflitos. Em grupos acima de 5, a convergência de ideias fica dificultada e alguns membros podem se “escorar” nos outros. Aliás, esse é o grande problema do trabalho em grupo. Não se junte com colegas que só queiram colocar o nome no trabalho sem contribuir em nada.
• Visualize inicialmente a solução do problema sozinho. Frequentemente o mais difícil é definir como começar. Uma maneira eficaz do trabalho em grupo render bastante é cada aluno refletir sobre possíveis soluções antes e então, durante o trabalho em grupo, se definir as formas mais viáveis.
• Certifique-se de que todos entendem cada solução. Os alunos muitas vezes “vão na onda” sem entender muito a solução do problema. Para que o trabalho em grupo seja eficaz é preciso que cada membro seja capaz de explicar a solução em detalhe. Se todos podem fazer isso, a sessão em grupo atingiu os seus objetivos.

4) CONSULTE OS “ESPECIALISTAS”

Muitas vezes nem você nem os seus colegas de grupo conseguem encontrar soluções viáveis para um problema, mesmo após muitas horas de estudo, consultas e discussões. Quando os engenheiros se deparam com algo assim na sua atuação profissional, a empresa pode até contratar consultores (especialistas). Na universidade você também tem especialistas disponíveis para lhe ajudar – o segredo é encontrá-lo e saber abordá-los com sabedoria.
O seu professor é o seu consultor mais óbvio – e a forma de abordá-lo já foi dito aqui. Outros potenciais consultores são os monitores, outros professores, estudantes de mestrado e/ou de doutorado.
Se você tiver sorte em encontrar os seus consultores, por favor, NÃO ABUSE DA BOA VONTADE DELES solicitando ajuda para todo e qualquer problema. Eles têm as suas próprias atribuições e não terão disponibilidade sempre. Procure-os ocasionalmente e apenas quando tiver tentado TODAS as recomendações sugeridas aqui.

5) ACREDITE QUE VOCÊ TEM O QUE É PRECISO PARA SER UM BOM ENGENHEIRO.

Se estes conselhos são difíceis para você fazer agora, você pode estar passando por aquilo que os psicólogos chamam de “Síndrome do Impostor” (Definição Aqui), que seria como uma fita que fica dentro da cabeça das pessoas. Se você é um estudante de engenharia olhando em volta para seus colegas de classe, a fita passa algo como: “Essas pessoas são boas eles entendem tudo, realmente nasceram pra isto… mas eu não. Ao longo dos anos eu de alguma forma consegui enganar a todos, minha família, meus amigos, meus professores, todos eles pensam que eu sou inteligente o suficiente para estar aqui, mas só eu sei… e se me fizerem uma pergunta difícil em sala de aula, vai finalmente revelar-me quanto impostor que eu sou.”

O que você não sabe é que em todo mundo da classe passa esta fita e o estudante da primeira fila com conceito A está escutando ainda mais alto que qualquer pessoa. Além disto, normalmente o conteúdo desta fita está errado. Se você sobreviveu ao seu primeiro ano de Escola de Engenharia, você quase certamente tem o que é preciso para ser engenheiro. Lembre-se dos seus antecessores que tiveram as mesmas dúvidas que você tem agora e se deram bem. Você passará por isto como eles fizeram. Tente relaxar e aproveitar esta viagem.

Fontes:

Original:

http://www4.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/Columns/Surviving-School.html

Adaptação em Português:

http://dema.ufcg.edu.br/web/index.php?option=com_phocadownload&view=category&id=1&Itemid=17&lang=pt

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Dia Mundial Sem Carro

23 de setembro de 2012

O Dia Mundial sem carro é uma iniciativa que se dedica a fomentar alternativas de locomoção pela cidade baseando-se no conceito de focar nas pessoas e não nos carros.

Pense em uma cidade com menos carros, onde as pessoas se deslocam por meio de transportes públicos eficientes e seguros e assim gastam menos combustível, reduzem a poluição do ar e não enfrentam engarrafamentos. Um lugar onde pode-se escolher ir ao trabalho de bicicleta e pedalar por ruas arborizadas em ciclovias exclusivas e seguras. A mesma cidade onde é possível ver mais gente circulando à pé em ruas projetadas para os cidadãos e não somente para carros. Na esperança de fazer com que esta ideia não seja apenas uma utopia, é que se celebra no dia em 22 de setembro, o Dia Mundial Sem Carro.

História

O Dia Mundial Sem Carro (CarFree Day) foi inserido a priori na França, em 22 de Setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional “Na Cidade, sem meu Carro”, reunindo 760 cidades. Em 2001, 1683 cidades participaram. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade. Chegou ao Brasil em 2001, quando 11 cidades brasileiras aderiram ao Dia Mundial Sem Carro: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO); Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA) e, desde então, vem crescendo o número de adesões de municípios.

Já é tradicional um dia mundial sem carro repleto de atividades nas cidades que o adotam, como passeios ciclísticos, caminhadas, gincanas para crianças e distribuição de panfletos.

Objetivos

A celebração mundial procura conscientizar a sociedade sobre os danos causados pelo excesso de carros nas grandes cidades e estimular um novo estilo de vida, mais sustentável. Em se tratando de problemas causados pelo carro, a lista não é pequena. Aquecimento global, isolamento urbano,  mortes em acidentes , problemas de saúde agravadas pela poluição do ar e sonora, além de consumo de combustíveis fósseis e não renováveis, gastos aos cofres públicos, trânsito caótico, queda da produtividade e redução da qualidade de vida.
Mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a ideia da campanha é marcar a luta por um transporte público eficiente, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, por melhor qualidade de vida para todos.

Como é realizado?

Dia 22 de Setembro é comemorado como o dia Mundial sem carro, onde é repensado e discutido se o carro é realmente o meio de transporte ideal para as nossas cidades, fato que cada dia se mostra mais claro, vide os engarramentos monumentais nas cidades e a falta de espaço para se estacionar.

Lugares do mundo onde é aplicado o conceito do movimento

Algumas comunidades decidiram abolir os automóveis e recriaram as cidades, moldando-as especialmente para as pessoas. O resultado pode ser visto na tranquilidade dos moradores, na qualidade do ar e na integração da comunidade.
Nessas cidades, os espaços públicos são pensados de forma a dar prioridades as pessoas e não aos carros, como ocorre geralmente nos grandes centros urbanos. O bem estar, a segurança e a qualidade de vida dos habitantes são os pontos fundamentais a serem ponderados no planejamento urbano público desses lugares.
Amsterdã (Países Baixos), Copenhague (Dinamarca), Ottawa (Canadá), Freiburg (Alemanha), Bogotá (Colômbia), Londres (Reino Unidos) e Quarry Village (Estados Unidos), são alguns exemplos de cidades que proibiram total ou parcialmente a utilização de carros em suas ruas, avenidas e centros históricos.

Público alvo

Este movimento espera conscientizar toda a população, em especial donos de carros, para deixarem seus veículos e buscarem formas alternativas de se locomoverem, seja a pé, de bicicleta ou se fazendo uso do próprio transporte público. A mudança deve partir de cada um, afirmam. “Hoje, sabemos que 30% das pessoas que trabalham com carro na cidade poderiam utilizar carona solidária pelo menos uma vez por semana, 1% poderiam utilizar bicicleta e 5% poderiam fazer caminhadas ou usar meios alternativos de transporte, desde que as condições para isso fossem favoráveis”

Como é divulgado e como se participa

O evento é divulgado através de folhetos distribuídos para a população, cartazes, via internet e além também de divulgações boca a boca.

Campanhas pelo mundo:

Formas de participar do movimento:

Exercitando a carona solidária

Oferecendo carona. Se os vizinhos vão se deslocar no mesmo sentido que você, combine esquemas com eles. As mães podem se revezar para levar as crianças ao colégio, e daí por diante.

Incentivando as empresa a adotar a carona empresarial

A empresa deve não só incentivar a carona solidária, como proporcionar condições para que este se desenvolva, por exemplo, criando um banco atualizado de dados com os endereços dos funcionários.

A empresa também pode criar um sistema de transporte coletivo que ligue estações de metrô e pontos de ônibus à sede, transportando seus funcionários com segurança e tirando alguns carros das ruas.

Evitando trânsito

Se você trabalha perto de casa, ou tem a possibilidade de se transferir para uma filial de sua empresa mais próxima de sua residência, vá a pé ou de bicicleta. Procure rotas alternativas, evitando as vias mais congestionadas e com maior concentração de poluentes emitidos pelos veículos.

Se você tem uma bicicleta…

Use-a em pequenos deslocamentos, como para ir de sua casa até a locadora, ao parque ou ao cinema. Com um cesto, você pode até mesmo ir à feira.

Descobrindo a cidade a pé

O ato de caminhar faz com que você viva de fato a sua cidade e descubra peculiaridades que não percebe quando está dirigindo ou dentro de um automóvel. Incluir trajetos a pé no seu dia a dia faz você mais saudável e diminui o estresse provocado pelo corre-corre.

Pedestres têm direitos. Um dos principais é o da preferência sobre veículos nas faixas de segurança, mesmo quando não há semáforo. Procure estimular motoristas a lembrar disso e, quando for dirigir, não esqueça de dar prioridade ao pedestre.

Fazendo uso do transporte coletivo

Procure usar ônibus, metrô e trens para fazer seus deslocamentos ou parte deles.

Centros comerciais também podem ajudar

Se você trabalha em um centro comercial, fale com o administrador para implantar um bicicletário no estacionamento. Sugira ainda que o centro comercial implante sistema de transporte para buscar funcionários e clientes próximos a estações do metrô

Universidades também podem ajudar

Se você é universitário, sugira implantação da carona solidária na universidade para reduzir o trânsito nas imediações. A instalação de bicicletários também é importante para incentivar o uso de bicicletas

Comentários e conclusões

Tendo em vista que o problema de transporte urbano é de natureza complexa e que mitos e paradigmas pairam sobre a mente de leigos e convencê-los disto é muito difícil, este movimento, assim como  outros, tem papel importante para amenizar o uso do automóvel, pois a atitude das pessoas conseguida por esta ação irá influencia diretamente na dinâmica das cidades.

Fontes:

ECODESENVOLVIMENTO – Informação para um mundo sustentável. Dia Mundial Sem Carro promove uma nova forma de mobilidade urbana.
Disponível em: http://www.ecodesenvolvimento.org.br

MOUNTAIN BIKE BH. DI mostra que automóvel não é a melhor opção
Disponível em: http://mountainbikebh.com.br

CELSO MONTEIRO. Como funciona o Dia Mundial Sem Carro
Disponível em: http://ambiente.hsw.uol.com.br/dia-mundial-sem-carro.htm

NOSSA SÃO PAULO. Como você pode melhorar o trânsito na cidade de são Paulo?
Disponível em: http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/8915

ISABEL ABREU BRAGA. Planeta Sustentável – Foi mesmo um dia sem carro?
Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/

World Car Free Day
Disponível em :http:// worldcarfreeday.org.br

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Os Problemas do Transporte Urbano

Projeto Caronas

O poder do 5S

23 de novembro de 2011

O 5S é uma metodologia desenvolvida no Japão na década de 50, considerada o ponto de partida e um requisito básico para se pensar em controle da qualidade, uma vez que proporciona inúmeros benefícios.

Ele foi desenvolvido com o objetivo de gerar um aumento de produtividade, através de um ambiente de trabalho mais agradável e adequado às atividades ali realizadas. Trata-se de 5 palavras em japonês (Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke) que no português foram traduzidos como sensos de utilização, ordenação, limpeza, saúde e autodisciplina.

Podemos dizer que o Escritor irlandês George B. Shaw, não teve nada a ver com a criação do 5S, mas através de uma frase captou com exatidão a essência do programa: “É impossível haver progresso sem mudança e quem não consegue mudar a si mesmo, não muda coisa alguma”.

Esta frase reforça a ideia de que o programa tem forte base comportamental, ou seja, pouco adianta ter conhecimento de técnicas sofisticadas sem que haja uma mobilização de pessoal e disciplina para poder aplicá-las.

Há quem diga que esse tempo dedicado a aplicação do 5S é perdido e poderia estar produzindo. Mas esse é um raciocínio imediatista, pois sua produção  após o 5S será bem maior, consumindo muito menos tempo.    O Programa 5S é a premissa para alcançar a qualidade.

Hoje já se consegue descobrir empresas prestando consultoria em metodologia 8S e já tem também o 9S, que na verdade são um conjunto de conceitos quem vem pra complementar e orientar as pessoas para aplicarem 5S em qualquer lugar.

A origem do 5S é um pouco nebulosa, contam as más línguas que o 5S começou de fato em um movimento das donas de casa no Japão, no sentido de se conseguir mais união nos lares, através de tarefas compartilhadas entre esposas, filhos, marido…  e isto foi batizado como House keeping.

Outra vertente da origem, é atribuída ao Engenheiro Kaoru Ishikawa (aquele mesmo do diagrama de Ishikawa, ou diagrama de causa e efeito ou também Diagrama espinha de peixe) que aliás tudo que foi feito no Japão com relação a melhorias na produção, gestão da qualidade, é associado ao Eng. Ishikawa. É bem possível que se inventarem um método hoje no Japão, alguém  ainda arruma um jeito de associar a autoria a ele (mesmo falecido no final década de 80). O mais interessante é que não há em seus livros uma citação do 5S.

Como citado anteriormente, o 5S surgiu por volta de 1950, logo após a 2ª Guerra Mundial, com a necessidade de combater a sujeira das fábricas e a desorganização estrutural sofrida pelo Japão. Bom, independente de quem criou isso ou aquilo, a verdade é que em um contexto histórico o Japão passou por grandes dificuldades,  passou pela guerra, foi destruído, estava sem recursos e com  sua população em pânico e precisava ser reerguer… e de que forma ele deveria fazer isto?

Da forma mais rápida possível.. claro! e foi mesmo com suporte de uma grande filosofia que tiveram o diferencial para isto. O Japão é conhecido mundialmente por sua disciplina e esta foi a base para eles conseguirem se dar bem.

Abaixo coloquei uma apresentação que montei para um trabalho acadêmico, onde consegue se fazer uma síntese deste programa explicando cada S e apontando os grandes benefícios.
View more presentations from Filipe Fuscaldi
REFERÊNCIAS:
Apresentação em PDF bem legal:
Housekeeping
Site que referencia a origem do 5S
Origem do 5S
Blog que analisa aplicações do 5S
Aplicando o 5S
Site com informações relevantes sobre 5S
O que é o 5S?
Apostila sobre o Programa 5S
Apostila 5S

A arte de lidar com as pessoas

3 de agosto de 2011

Frequentemente em nossa rotina são requisitadas “habilidades” para lidar com outras pessoas com os mais variados tipos de personalidade.

É necessário usar do “jogo de cintura” para resolver alguns problemas, pois a natureza humana é complexa. Quem consegue se aprofundar neste contexto leva muita vantagem em termos pessoais e profissionais.

Buscando referências sobre o estudo das relações humanas achei um livro muito interessante (Como fazer amigos e influenciar pessoas de Dale Carnegie) e indico sua leitura.

Para ilustrar, vou citar um exemplo no livro que me identifiquei por se tratar da área de Engenharia e ser um caso comum, infelizmente:

Dizia no livro que havia um coordenador de segurança para uma empresa de engenharia em que uma de suas responsabilidades era assegurar que os funcionários utilizassem os capacetes quando trabalharem no campo.

Ele reportou que quando se deparava com trabalhadores que não estavam usando os capacetes, os instruía com bastante autoridade sobre o regulamento e reiterava que eles deveriam respeitá-lo. Como resultado eles até o obedeciam, mas muitas vezes, após ele afastar-se, os trabalhadores tiravam seus capacetes.
Ele decidiu tentar de outra forma.
A próxima vez que ele encontrou trabalhadores sem capacete, perguntou se os capacetes eram desconfortáveis ou se não cabiam direito, então ele lembrava os homens em um tom amigável que o capacete foi projetado para protegê-los de acidentes e sugeriu que sempre fosse usado quando estivesse trabalhando.
O resultado foi o aumento de conformidade com o regulamento e nenhum ressentimento ou qualquer distúrbio emocionais.

A conclusão que se chegou é que críticas e repressões ásperas quase sempre terminam em futilidade.

Quando lidamos com pessoas devemos nos lembrar que não estamos lidando com criaturas lógicas. Estamos lidando com criaturas emocionais, preconceituosas e motivadas pelo orgulho e pela vaidade.

Sabendo entender e respeitar as limitações da natureza humana, poderemos ter resultados surpreendentes!

Os Problemas do Transporte Urbano

29 de junho de 2010

As cidades brasileiras apresentam graves problemas de transporte e qualidade de vida. Esta situação decorre de muitos fatores sociais, políticos e econômicos, mas deriva também de decisões passadas relativas às políticas urbanas, de transporte e de trânsito. A cultura do automóvel, que drenou muitos recursos para o atendimento de suas necessidades e o sistema de transporte, permanece insuficiente para atender à demanda crescente.

Esta situação permanece e tende a se agravar: a falta de transporte público de qualidade estimula o uso do transporte individual, que aumenta os níveis de congestionamento e poluição. A ausência de planejamento e controle que ordenem o uso e a ocupação do solo acaba por deixar que o desenho da cidade seja resultado exclusivamente de forças de mercado, que tendem a investir nas áreas de maior acessibilidade, freqüentemente com graves impactos ambientais e sobre o sistema de circulação local.

Dentre as grandes dificuldades verificadas podemos citar a produção de situações crônicas de congestionamento, os prejuízos crescentes ao desempenho dos ônibus urbanos, o decréscimo no uso do transporte público regular, o aumento da poluição atmosférica e da generalização dos acidentes de transito, a necessidade de investimentos crescentes no sistema viário, a violação das áreas residenciais e de uso coletivo, a redução das áreas verdes e a impermeabilização do solo.

Os custos para sociedade brasileira deste modelo inadequado de transporte urbano são socialmente inaceitáveis e constituem importantes obstáculos sob o ponto de vista estratégico.

O Transporte Urbano e o Futuro do Brasil
Atualmente mais de 75% da população brasileira residem em áreas urbanas, nas quais a maioria é dependente do transporte público para deslocar-se.

As dificuldades nos deslocamentos de pessoas e de mercadorias, aliadas aos acidentes de trânsito e à poluição atmosférica, deverão agravar-se, à medida que a urbanização prosseguir e a economia crescer.

À relevância destes impactos negativos requer com urgência um reexame do modelo atual de transporte e circulação das cidades brasileiras. Isto só pode ser obtido caso o processo de desenvolvimento urbano e as políticas de transporte e trânsito sejam revistas, de forma a gerar um equilíbrio entre os vários modos, desenvolvendo assim a eficácia do sistema e garantindo condições adequadas para a maioria dos usuários. As políticas necessárias devem ser adotadas de forma a garantir melhor qualidade de vida para toda a população, maior eficiência, sem esquecer da qualidade ambiental

Referência Bibliográfica:
Transporte Humano – Cap. 1: pg.18 a 23 – ANTP 1997/SP

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APOSTILA DE PLANEJAMENTO DE TRANSPORTE

Tecnologia das Edificações – REVESTIMENTOS

26 de maio de 2010

Excelente apostila feita pelo professor Antônio Neves de Carvalho Júnior do DEMC-UFMG. Eu apenas fiz uma capa, criei o sumário, formatei para ficar menor para ser impresso e estou disponibilizando. A Apostila auxilia no acompanhamentos das aulas de tecnologia das edificações com foco no assunto de REVESTIMENTOS DE PAREDES E TETOS. 

Download:  Aqui!

PBQP-H ? Que diabos é isto???

2 de abril de 2010

Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat

Se lhe perguntarem sobre o tal do PBQP-H, por favor, NUNCA, mas NUUUNCA se faça de desentendido. Mesmo que não tenha ouvido falar, diga que possui um papel crucial, que é de extrema importância para atingir excelência em produção e qualidade, “show de bola”. Este é o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat, que visa elevar os patamares da qualidade e produtividade da construção civil, por meio da criação e implantação de mecanismos de modernização tecnológica e gerencial. O Programa PBQP-H, estabelecido pelo Governo Federal, por meio da qualificação de construtoras, de projetistas, de fornecedores de materiais,  de mão-de-obra, de  normatização técnica, entre outros, busca o aumento da competitividade no setor e a otimização do uso dos recursos.

Níveis de Certificação PBQP-H: A, B, C e D
O PBQPH está dividido em níveis de Qualidade. Vai desde o nível D, o mais simples, até o nível A de certificação, que abrange todos os requisitos do Programa. A diferença entre os níveis é a quantidade de requisitos que devem ser cumpridos. As empresas podem implementar sua certificação direto ao nível, não é necessário começar do D, ir para o C, depois B e por fim o A, porém o nível A já abrange todos os requisitos dos níveis anteriores. O Site do Ministério das cidades, informa que se tratando de Brasil, hoje, o PBQP-H conta com mais de 1.400 empresas no nível A, representando 62% das empresas participantes do Programa.

Objetivo geral
O Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade na Construção Habitacional (PBQP-H) tem o objetivo básico de “apoiar o esforço brasileiro de modernidade por meio da melhoria da qualidade, da produtividade e da redução de custos da construção habitacional, com vistas a aumentar a competitividade no setor”.

Objetivos específicos

  • Fomentar o desenvolvimento e a implementação de instrumentos e mecanismos de melhoria da qualidade de projetos, obras, materiais, componentes e sistemas construtivos;
  • Estruturar programas específicos visando a formação e a requalificação de mão-de-obra em todos os níveis;
  • Promover o aperfeiçoamento da estrutura de elaboração e difusão de normas técnicas, códigos de práticas e códigos de edificações;
  • Coletar e disponibilizar informações do setor e do PBQP-H;
  • Estimular o inter-relacionamento entre agentes do setor;
  • Apoiar a introdução de inovações tecnológicas;
  • Promover a articulação internacional;
  • Universalizar o acesso à moradia, ampliando o estoque de moradias e melhorando as existentes.

Benefícios:

Para o Setor Público

  • Seleção de fornecedores ( materiais e serviços) mais qualificados fazendo  uso melhor dos recursos públicos.

Para o cidadão consumidor

  • Oportunidade de escolher empresas que oferecem produtos e serviços com maior qualidade.

Para as empresas de engenharia

  • Maior produtividade e eficácia na execução das obras;
  • Maior competitividade;
  • Redução de desperdícios e retrabalho;
  • Profissionais capacitados;
  • Melhoria na elaboração de projetos;
  • Materiais com qualidade e atendendo as normas técnicas,
  • Melhoria da imagem da empresa;
  • Modernização tecnológica e gerencial;
  • Melhoria continua dos processos;
  • Segurança do trabalho;
  • Redução do Impacto ao meio ambiente.

Para o Setor da Construção Civil

  • Mercado mais competitivo (isonomia);
  • Confiabilidade do agente financiador e do cliente;
  • Competitividade regional: MERCOSUL e outros países com programa da qualidade similares;

Melhor organização  da cadeia produtiva.

Para você que tem interesse em saber dos requisitos para obter a certificação para sua empresa, segue o link:

Regimento Geral do SiAC :  DOWNLOAD AQUI!

Referências:


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